Prelúdio da Grande Vaia

Preparem-se! A Grande Vaia está chegando…

Um Brasileiro

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Ensaio da Grande Vaia

No último sábado, ocorreu em Curitiba (entre outras cidades) uma manifestação popular no melhor sentido da palavra, nascida e divulgada graças a Internet.

Éramos poucos, não haviam sindicatos, partidos ou empresas por trás. Pessoas fizeram cartazes em cartolina, alguns meninos trouxeram uma caixa de som (destas do tipo que eles usam em suas bandas de garagem), o som era ruim, mas como disse a Margareth com muita poesia:

A aparelhagem de som era precária, mas fazíamos silêncio e ouvíamos o que já está mais do que gravado em nós.

Esta passeata foi um protesto popular no no sentido original da palavra, tão autênticos como as “diretas-já” que derrubou a ditadura ou os “caras-pintadas” que derrubou o Collor.

Veja você mesmo os vídeos que mostram como tudo aconteceu: O primeiro, produzido por odeon colocado no ar ontem, mostra a passeata sob uma ótica direta e autêntica.

O segundo, divertido, irônico e mentiroso foi criado por ptcuritiba (filmagem fraca e boa produção), que por ter mais experiência no assunto, colocou no ar no dia seguinte à passeata.

Se os gritos de “Fora Lula!” são ouvidos em todo o país, é porque o governo faz por merecer. Incêndios não ocorrem sem combustível e oxigênio. Mas, em condições apropriadas, uma fagulha pode detonar explosões sem precedentes.

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Um Relato Honesto

Gostaria de reproduzir um email que recebi sobre a passeta que aconteceu de 4 de agosto em Curitiba.

Eu, cansada como tantos, vi nesta manifestação uma oportunidade de descruzar os braços e pernas e bradar minha indignação. Não sabia quem estava organizando, mas resolvi ver e participar.

Fui pontual, mas… Onde estava a massa insatisfeita? Não havia palco. Não havia aparelhagem de som. Não havia banda tocando.

Onde estão os caras de preto, as caras pintadas e narizes de palhaço? Fiquei desapontada e pensei “ainda bem que não pintei a cara, ia dar o maior vexame pelas ruas”

Enviei um torpedo a uma amiga dizendo que “Ali não tinha cara de que haveria uma manifestação”.

Afastei-me triste do local porque assumi um compromissso comigo e com meu país. (Levei junto minha enxaqueca com seus efeitos colaterais, não permiti que ela me despotencializasse e de que me serviu?)…

Achei que as pessoas não estavam tão cansadas assim….

Resolvi retornar. De longe se ouvia um coro pequeno de vozes, e pensei: “eles vieram! Não sei nem quem, mas eles vieram!”. Apressei o passo.

Ainda bem que minha amiga não recebeu a mensagem, logo ela estava ali. E mais a mãe e os dois filhos pequenos, aprendendo o exercício da cidadania.

E como todo bom curitibano, eu diria, “in”, foram surgindo de lojas, de livrarias, bares e lanchonetes, de sob as marquises os “cansados de tudo” – talvez por isso demorassem a chegar, mas chegaram! Muitos sem a roupa preta pra não se exporem tanto, com as mãos nos bolsos, mas chegaram.

As vozes fracas no início, mas chegaramm. Muitos rindo da própria manifestação como se sentindo palhaços por estarem ali, mas chegaram.

Aos poucos as coisas foram ficando claras: Não havia palco porque não havia o patrocínio do governo. Não havia caixas de som potentes porque não havia o respaldo de um sindicato. Não havia um trio elétrico porque não havia Caixa 2.

A aparelhagem de som era precária, mas fazíamos silêncio e ouvíamos o que já está mais do que gravado em nós. E os slogans foram surgindo:

“Fora lula!”
“Político, ladrão, seu lugar é na prisão!”
“Olê, olê olê olá, fora lula!”
“Dignidade já!”
“uhu, ahá, fora lula já!”

Vaias, muitas vaias por todas as nossas indignações. As vozes ficaram mais fortes, os olharem ficaram brilhantes e com a alma confiante cantamos o hino nacional brasileiro diversas vezes. Fomos, em caminhada pacífica, até o centro cívico e paramos em frente ao palácio do governo.

Fizemos um minuto de silêncio pelas vítimas da tragédia da Tam. Muitas pessoas se manifestaram de viva voz e sabem? Foram ouvidas! A acústica ali é excelente! Muito bom!

Nosso brado frente ao lábaro estrelado nos deu esperanças de “paz no futuro” porque o passado não tem sido de glórias e o sol da liberdade em raios fúlgidos brilhou no céu da pátria naquele instante.

Minha sobrinha de nove anos que estava junto comigo disse: “Isso aqui é melhor que ficar em frente da televisão!” E você o que pensa?

Margareth

Faço minhas, estas palavras.

Um Brasileiro

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Porque fui à passeata "Fora Lula" de 4 de agosto em Curitiba

 No último dia 30 de julho, recebi o seguinte email:

Gostaria de convida-los para a Passeata Fora Lula - Curitiba, a data prevista é para o dia 4 de Agosto, podendo ser adiada por falta de pessoas, se vocês pudessem participar e divulgar juntamente conosco ficaria muito grato.

Em resposta a este email escrevi:

Olá,
Acho a sua manifestação justa, eu também já não aguento mais, e diversas vezes tenho vontade de gritar FORA LULA.

Infelizmente, o nosso movimento não é contra um governo específico, mas de certa maneira contra todos eles, independente do partido, nós defendemos a redução do peso do Estado em todas as suas esferas.

Creio que FORA LULA só copia uma  expressão obtusa que já foi usada por vermelhos semi-analfabetos no seu FORA FHC. Usando os mesmos termos não iríamos inovar em nada.

Nós temos como propósito quebrar este modelo de governo que na minha opinião está errado, mas para isso, não basta protestar, temos que discutir, identificar o que está errado, mostrar alternativas, e cobrar para que elas sejam implementadas, dizer exatamente o que queremos, agindo de maneira coordenada.

Felizmente vivemos em uma democracia, e a arma mais efetiva contra a corrupção e incompetência do governo é o voto, mas o voto só pode ser realmente bem usado por pessoas conscientes, por isso, em um ideal mais elevado, o movimento busca melhorar a educação política de todos nós.

Gostaria sinceramente de discutir com você sobre as suas idéias e de que maneira poderíamos mudar isto que está aí.

Um abraço amigo,

Mas, em 2 de agosto, recebi de uma pessoa que eu respeito, um email com o banner (muito bem feito) mostrado acima.

Ao ver estes rostos (Delúbio Não Contabilizado Soares, Dirceu, Genoíno, Marta Relaxa e Goza, Marcos Valério, Lula Nunca Antes, Hugo Chaves, Marco Top Top Garcia) e me lembrar de tantos outros, pensei:

Porque não?  Afinal em 29/07, nós (4 pessoas), fomos para a rua XV, estendemos a nossa faixa na qual acusávamos o governo chefiado pelo lula, pela irresponsabilidade de liberar a pista de Congonhas antes de fazer o mínimo necessário para reduzir os riscos de acidentes. Este mesmo lula que pôs um bando de corruptos para dirigir a Infraero.

Além disso, seria uma oportunidade imperdível de encontrar pessoas que compartilham do pensamento liberal, divulgar a nossa causa, poder discutir e aprender (coisa que realmente aconteceu).

No próximo post, farei um relato de como foi a passeta.

Um brasileiro

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Minoria Oprimida

A classe média é a verdadeira minoria oprimida do Brasil: De um lado estão empreiteiras e sanguessugas, que compram políticos em liquidação, com mensalões e rios de dinheiro (roubado de nós) e de outro há um mar de analfabetos políticos, que não consegue ver um palmo além do próprio estômago.

Por isso, temos que levantar a nossa voz, condenar a roubalheira e o “jeitinho”. A Democracia só pode ser alcançada em sua plenitude quando há equilíbrio de forças.

Não devemos ter medo de tomar partido, ser chamado pró-oposição, tucanos ou o que quer que seja. Todos os partidos são depósitos de ladrões, e os que estão no poder sempre terão uma quantidade maior deles. Os partidos de oposição podem estar gostando, mas creio que eles estão tão surpresos quanto o PT.

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Bolsas de estudos de 480 mil a 1 milhão de reais

Isso mesmo! Este é o valor das bolsas recebidas por cientistas de estados expoentes na pesquisa de ponta como: Pará, Tocantins e Maranhão.
Nós não somos contrários ao financiamento de pesquisas científicas, (e nem poderia ser diferente) mas estes convênios são muito estranhos.
Se você é pesquisador e o seu nome está citado na lista abaixo, deixe um comentário prestando contas aos brasileiros que estão pagando a conta, sobre o tipo de pesquisa que está sendo realizada, que teremos prazer em divulgar e talvez retirar o seu nome.
Segue abaixo alguns dos nomes que eu achei navegando a toa.
(Clique no nome para abrir a página da receita federal):

Nome Valor do Convênio Valor Recebido Data Último
recebimento
FRANCISCA NEIDE COSTA 480.000,00 240.000,00 28/06/2007
JOSE BOLIVAR BURBANO PAREDES 480.000,00 240.000,00 24/07/2007
ROMMEL MARIO RODRIGUEZ BURBANO
(Será que este é parente do outro Burnano acima?)
??? 280.135,77
ANSELMO BAGANHA RAPOSO 480.000,00 240.000,00 28/06/2007
SILVIO ROMERO BUARQUE DE GUSMAO 480.000,00 240.000,00 28/06/2007
JOCYLEIA SANTANA DOS SANTOS 511.250,00 271.250,00 27/07/2007
CEZAR LUIZ DE MARI
(Este é pobrezinho a bolsa dele é só 240.000,00.
mas fiquei com dó de deixar ele de fora)
240.000,00 240.000,00 02/07/2007
TEMIS GOMES PARENTE 480.000,00 240.000,00 28/06/2007
ANDREA VIVIANA WAICHMAN 480.000,00 120.000,00 03/07/2007
LUIZ EVALDO DE MOURA PADUA 480.000,00 120.000,00 24/07/2007
ADAILTON DE SOUSA GALVAO 480.000,00 240.000,00 28/06/2007
LUIZ EVALDO DE MOURA PADUA 447.619,64 269.202,53 10/07/2007
ANA LUCIA DE PAULA MULLER 530.901,02 395.813,28 10/07/2007
MARCO ANTONIO DE AVILA ZINGANO 588.411,42 254.374,41 10/07/2007
PEDRO MURRIETA SANTOS NETO 712.499,43 533.221,04 10/07/2007
ALVARO PIRES DA SILVA Conv2 Conv3 Conv4
(Este aqui é doutor e mestre em conseguir verbas do governo, já conseguiu 4 convênios diferentes, sempre valores crescentes)
1.324.660,35 949815,13 10/07/2007

Depois tem gente que diz que não há dinheiro para a educação!

Ass: Um brasileiro (Anderson Ribeiro Carli)

PS: Seja você também um fiscal do dinheiro do povo, um página interessante para começar é esta onde constam as ultimas liberações de recursos por estado.

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Resultado da manifestação dos dias 22 e 29 de julho

Conforme prometido, fizemos as manifestações sobre o “acidente” do Voô JJ 3054.

No dia 22 tivemos uma manifestação pacífica, na qual 13 pessoas estiveram presentes. As crianças (filhos do Juk) ficaram felizes em ajudar na distribuição dos folhetos. A rádio CBN estava presente, deu cobertura entrevistando participantes do movimento.

Estavam presentes: Anderson, Angelita, Claudete, Cristiane Delurdes, Edelzira, Emelin, Fabiano, Ilana, Juk e Filhos (Juk Jr e Vitória) e Vanessa. Infelizmente não temos uma foto de todos os presentes, mas fica aqui o nosso agradecimento ao apoio a todos.

Distribuímos quase todos os 2400 folhetos impressos, estes folhetos continham o texto da mensagem postada em 19/07 (clique aqui para ver).

Nos encontramos na rua XV às 10h, às 11 fomos para o Largo da Ordem, onde o movimento de pessoas é muito maior nos domingos.

Durante a manifestação sentimos a tristeza e o desagrado da população com a inatividade e a incompetência do governo federal.

Pessoas paravam e comentavam sobre o acidente e a nossa iniciativa, entre elas, turistas que visitavam a cidade. Algumas destas pessoas se solidarizaram e se dispuseram a trabalhar pela causa de maneira voluntária.

Novamente no dia 29 cumprimos a promessa (foi mais difícil). Esticamos a nossa faixa, e fizemos a distribuição de folhetos. Infelizmente estava muito frio em Curitiba (6 graus quando saímos de casa), neste dia distribuímos menos folhetos, cerca de 1000 (éramos menos pessoas) e as pessoas não queriam tirar as mãos dos bolsos para pegar os folhetos. Neste dia, estavam presentes também: Carlos e Gilson

Esta experiência nos ensinou algumas coisas:

1. Protesto com distribuição de folhetos é um trabalho duro e caro. (E pouco eficaz em um país de analfabetos funcionais)

2. Apesar de sermos todos brasileiros, algumas pessoas não estão nem aí (que se dane, eu não ando de avião mesmo) mas outros, se voluntarizam de coração para participar (Isto nos dá esperança)

3. Mais do que protestar, é preciso pensar e agir de maneira coordenada para mudar as coisas que estão erradas.

Gostaria de agradecer em especial à dona Claudete que é professora primária aposentada. Mulher heróica que ouviu o nosso chamado em um programa de rádio e nos dois dias de manifestação estava presente, deixou os seus afazeres de casa para dar a sua pequena, mas significativa contribuição para ajudar a mudar o Brasil.

menosgoverno@gmail.com

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